Aqui em cima, longe de tudo
Cercado do vazio
Obscuro
Seguro em minha torre de arrogancia e prepotencia
Esperando o ultimo cavaleiro jogar
A ultima carta do nosso destino
Uma luz difusa me alumia
Aqui em cima
Tomado pela ânsia e desespero
Pelo caos que reina dentro de mim
Os dias passam, já não me sustento
Na corda que me provê
Distancia desses diabos, moribundo,
Mas nessa aurora fina mantenho temperança
Amoque, tola, delirante sem rumo
Ouço a súplica de uma dríade mecânica, musa mais que perfeita, eterna
Correndo das trombetas que ameaçam nossa Jericó pós-contemporânea
Cansada, áfona, ela grita
Temendo o fogo-fátuo, correndo d'O Mundo
— O tempo para —
Aqui,
No alto do alto, rezando ao nada, saturado de tudo
Ignoro a segunda filha da mãe terra, e ela queima,
flama hipóxica, Azul Sozinha,
Da mesma cor que a penumbra
sem vida
— O tempo volta a andar —
E então me dou conta
Da estrela que eu tinha
[P.S.: 22:07 domingo, 18 de outubro de 2020, ainda não pensei a respeito, independente do futuro, agora eu te amo e é isso q importa]
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