a lua,
sozinha
entre milhões de estrelas
ofuscada pelas nuvens
sufocada pela sombra da terra
o sol, arrogante
auto-exilado
cegando as estrelas
holofote prepotente,
se projetando até na própria lua
nosso amor pela noite vem da empatia
sentimos a mesma dor, por dependermos de outrem para brilhar
somos apaixonados pela angústia de continuar tentado e nunca conseguir
até quando — finalmente — conseguimos nosso lugar no céu
encobrindo sua presença
escurecendo o dia
nosso Sol ainda grita
e cega
como pequenas Luas
estamos sozinhos,
vagando
tentando
tentando
tentando
então, todo mês, desistimos
sufocados pela luz que NUNCA será nossa
apaixonados pela agonia
voltamos a tentar
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