Tinta escorre pelo meu corpo
Poemas são lavados no banho
Tinta escorre pelo meu corpo
Perco manuscritos todos os dias, as sete
Tinta escorre pelo meu corpo
Palavras são levadas ao esgoto
Meu sangue ja não é vermelho
Nem pode ser tirado comm gilete
Eu seria o caderno de algum psicopata famoso
Eu suo nankin
Cheiro a cordel
Tudo pra não esquecer aquele verso
Aquela epifania pra depois botar no papel
-eu nunca coloco-
Mesmo assim escrevo
escrevo e escrevo e
escrevo e
e Eu tenho a incrivel necessidade
De tirar de mim
E colocar em mim
Tinta escreve pelo meu corpo
Espero um dia
Escrever pela cidade
Nenhum comentário:
Postar um comentário